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Depressão e Ansiedade: o iceberg da raiva

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Quem possui depressão e ansiedade possivelmente pode sofrer com picos de raiva. O sentimento de raiva funciona como um mecanismo de auto-defesa que o cérebro dispara ao detectar o que ele acredita ser um perigo. A raiva também surge quando perdemos o controle das coisas, quando nossos objetivos são bloqueados ou testemunhamos algum tipo de injustiça. São as áreas cerebrais que escolhem como vamos modular a nossa raiva, se vamos argumentar, xingar ou bater. Uma explosão de ira acaba sendo irracional e ela acontece muito rápidoIsso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Quando ficamos com raiva, a nossa resposta cerebral é medida pela motivação de proximidade com o estímulo que nos faz ficar com raiva e não tanto pelo fato de considerarmos que este estímulo seja negativo. Normalmente, quando ficamos com raiva, mostramos uma tendência natural de nos aproximarmos daquilo que nos fez ficar com raiva para tentar eliminá-lo.

A raiva desencadeia um estresse profundo, possuindo inúmeros outros sentimentos escondidos por detrás dela. É como se fosse um iceberg, pois o que se enxerga é apenas a sua ponta na superfície, mas a maioria dele está escondido embaixo d’água. A ansiedade está muito ligada à raiva, pois ela te impulsiona a reagir ao que te incomoda no momento. A raiva se torna um furacão, pois ela mexe principalmente com você e pode alcançar tudo o que está à sua volta. Ela prejudica e causa muitos problemas para as relações sociais, tornando a pessoa uma “bomba-relógio”. É um sentimento desgastante, de onde surge vontades impulsivas e pensamentos negativos. A raiva te move a querer tomar decisões práticas ou ter ações agressivas (verbais ou físicas).

 

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 A partir de pesquisas, vi que a razão da raiva pode estar no cérebro e na genética também. Os genes desempenham um papel importante nos níveis de certos neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, ambos envolvidos na agressividade, porém, a forma que os genes influenciam a raiva ainda não foi totalmente descoberta. Descobri que partes do cérebro envolvidas na raiva são realmente sensíveis a hormônios. Em mulheres, os fatores hormonais provocam alteração da concentração da serotonina e, por isso, o humor passa a variar de acordo com essa oscilação. Quando o estrogênio está alto, o neurotransmissor permanece mais tempo no organismo. Quando a progesterona está alta, ela destrói a serotonina mais rapidamente. A sua falta causa os sintomas da TPM ou uma fúria que parece vir de lugar nenhum. Já em homens, a testosterona pode ser capaz de agravar uma tendência agressiva já presente, mas não é a origem de um comportamento agressivo.

O organismo de uma pessoa que está vivenciando a ansiedade e a raiva ao mesmo tempo desencadeia uma ansiedade generalizada com a presença dos mesmos sintomas. Quanto mais queremos algo, mais raivosos ficamos se impedidos. A raiva surge como um problema que está associado ao nervosismo e à frustração, enquanto que a ansiedade vem de preocupações, medos e apreensão. A raiva pode variar de intensidade e, dependendo da pessoa, uma simples irritação pode desencadear um ataque de fúria. É como se fosse a faísca de um fósforo que pode chegar a gerar uma enorme explosão. Essa variação da raiva depende de como cada pessoa se comporta e interpreta uma situação. A raiva pode gerar rancor, mágoas e até dores físicas. Os sintomas e os ataques de raiva podem ser aumentados consideravelmente pelo estresse.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ultimamente tenho sofrido picos de raiva intensos. Logo depois que acontece a explosão, a gente acaba não se reconhecendo e, quando percebe, o resultado sempre é catastrófico. Por outro lado, esta é a única maneira que estou conseguindo lidar para extravasar meus sentimentos. No momento, possuo todos os sintomas de raiva e me encontro no nível grave ao extremo no termômetro da raiva. Mesmo assim, eu estou consciente de que estar sentindo demais acaba me fazendo muito mal por dentro. Isso faz com que eu perca a alegria de fazer qualquer coisa ou simplesmente não queira tratar bem alguém próximo a mim.

2 comentários em “Depressão e Ansiedade: o iceberg da raiva”

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