Espiritual, Livros

Campo de Batalha da Mente – Joyce Meyer

💡A mente é o campo de batalha

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Efésios 6:12)

Na guerra, as nossas armas são espirituais e não carnais. O Espírito Santo se torna o nosso Ajudador, pois não conseguimos vencer sozinhos. Jesus nos ensina que para ganharmos a vitória no campo de batalha espiritual devemos renovar a nossa mente na Palavra e usar as nossas armas espirituais (Efésios 6:14-17; II Coríntios 10:3-5). Se colocarmos nossa mente nas coisas da carne, caminharemos na carne, mas se colocarmos nossa mente nas coisas do Espírito, caminharemos no Espírito (Romanos 8:5). Para termos uma vida vitoriosa, essa forma de pensar se torna uma necessidade vital e uma prioridade em nossas vidas (Mateus 12:33).

A forma de Deus nos ajudar a fazer progresso espiritual é estando conosco para nos fortalecer e nos encorajar nos tempos difíceis, nos fazendo descansar em sua graça e não em nossas próprias forças (Gálatas 6:9). Caminhar segundo o Espírito é depender de Deus e não aceitar a condenação dos dias maus. E quando falharmos, devemos deixar Jesus ser forte em nossas fraquezas e saber que todas as coisas cooperam para o bem (Isaías 43:2). É ser liberto de uma mente negativa e ter uma mente aberta para a vontade de Deus, seja ela qual for. E mesmo quando a esperança humana se acabar, devemos esperar com fé, pois meditar n’Ele nos traz esperança. É fácil desistir e demanda-se fé para ir em frente.

Deus quer que tenhamos os pés como os da corça, pois Ele quer que escalemos montanhas e isso significa fazer progresso espiritual em lugares altos que estão acima dos problemas, sofrimentos ou responsabilidades (Habacuque 3:19). Quando a batalha parecer sem fim e que jamais daremos conta, devemos nos lembrar de que devemos reprogramar uma mente carnal e mundana para pensar como Deus pensa. A nossa mentalidade desértica é o que nos faz ficar presos na mesma montanha por muito tempo. A renovação da nossa mente vem de Deus e não é algo que podemos conseguir por nosso próprio esforço. Renovar a mente significa pensar à forma de Deus significa seremos mudados e transformados naquilo que Ele quer que sejamos.

A nossa mente é enganosa, mas a Palavra de Deus nos ensina a termos a mente de Cristo (Romanos 12:2, Filipenses 4:8). A mente e o Espírito trabalham juntos; o Espírito Santo que habita em nós se comunica com o nosso espírito para nos fazer conhecer a sabedoria e a revelação de Deus, iluminando os olhos do nosso coração (Efésios 1:17,18). Portanto, se a nossa mente estiver ocupada com as coisas erradas, perderemos aquilo que Deus quer nos revelar. A condição normal da nossa mente é quando ela está em descanso e a condição anormal é quando estamos atormentados. Portanto, quando a mente está nas coisas certas, ela sempre estará descansada.

A mente humana gosta de lógica e racionalização; ela gosta de lidar com aquilo que entende, porém podemos encontrar algo com o qual nossa mente se sente confortável e ainda assim estarmos totalmente errados (Provérbios 3:5). A mente e o espírito trabalham juntos, porém é o espírito que deve ser honrado acima da nossa mente, pois nem tudo o que Deus direciona terá sentido lógico para a nossa mente. O nosso espírito pode confirmar e a nossa mente rejeitar, pois as coisas espirituais apenas se discernem espiritualmente (I Coríntios 2:14).

A racionalização nos impede de ter o discernimento e o conhecimento da revelação de Deus para nós, por isso que não devemos tomar decisões baseadas em nossos próprios pensamentos ou sentimentos, mas de acordo com o nosso espírito. Às vezes, quanto menos sabemos, mais felizes somos, pois quando descobrimos tanto, isso nos torna infelizes. Ansiedade e preocupação são ataques à mente que nos desviam dos propósitos de Deus e nos afastam da nossa fé (Mateus 6:25; Filipenses 4:6; I Pedro 5:7). É impossível preocupar-se e viver em paz ao mesmo tempo. A preocupação jamais torna qualquer coisa melhor. A paz de mente e de coração vem da confiança em Deus e não do nosso próprio discernimento e entendimento humano (Provérbios 3:5).

O discípulo Pedro gastou muito tempo olhando a tempestade e começou a afundar. Já Abraão conhecia as condições impossíveis, mas mesmo assim escolheu crer. Isso nos leva a manter nossa mente além das circunstâncias, pois a fé é um lugar de descanso. A paz é espiritual e o descanso funciona durante a tempestade e não na ausência dela (João 14:27). Jesus veio para nos dar um enfoque diferente das tempestades da vida e isso significa que devemos aprender Seus caminhos para enfrentar a vida da mesma maneira que Ele enfrentou (Mateus 11:29).

Devemos viver um dia de cada vez, pois a preocupação e a ansiedade significam gastar o dia de hoje tentando saber como será o dia de amanhã. Não devemos andar ansiosos ou inquietos por coisa alguma, pois a preocupação e a ansiedade mantém nossa mente ocupada com os tipos errados de pensamento e, assim, ela nunca se liberta para ser usada para o propósito de Deus (Mateus 6:34; Filipenses 4:6). A graça de Deus está em nós para que possamos lidar com qualquer necessidade no hoje, mas a graça de amanhã não virá antes que o amanhã chegue, portanto, não devemos desperdiçar o dia de hoje.

Quando tentamos fazer alguma coisa por conta própria, falhamos e, então, percebemos que devemos esperar em Deus. E quando falhamos, Ele se levanta e faz o que não podemos fazer por nós mesmos. E é assim que o Seu poder se aperfeiçoa em nossas fraquezas e Ele se torna a nossa força nos nossos dias mais fracos (2 Coríntios 12:9). O sofrimento sempre precederá uma libertação, mas o regozijo sempre estará na liberdade. E mesmo depois de termos sofrido por um tempo, Ele mesmo há de nos aperfeiçoar, nos firmar e nos fortificar (I Pedro 5:10).

Deus usa o difícil período de espera para aumentar a nossa fé e permitir que a paciência realize o Seu trabalho. O tempo de Deus é perfeito e Ele nunca está atrasado. Quando a fé vence as provações, ela produz perseverança (Tiago 1:3,4). A esperança é a âncora da alma e a força que nos mantém firmes em um tempo de provação. Embora toda a razão humana para a esperança se acabe, devemos esperar em fé. Portanto, se meditarmos n’Ele, Ele se encarregará de nos trazer esperança (Hebreus 6:19).

Uma pessoa pode querer fazer a coisa certa, mas ela jamais conseguirá isso sozinha. Ela deve ativar sua mente e a alinhar com a Palavra e a vontade de Deus, a fixando nas coisas do alto e não nas coisas da terra. Nós agora temos a mente de Cristo e, por isso, possuímos um novo coração e um novo espírito (Ezequiel 36:26,27). A morte é o resultado de seguir a mente da carne e vida é o resultado de seguir a mente do Espírito. A mentalidade de deserto pode atrasar o nosso progresso, por isso devemos adquirir uma nova mentalidade se quisermos que Deus nos leve para onde devemos ir, pois aquilo que é impossível para o ser humano é totalmente possível para Deus (Lucas 18:27).

Devemos ajustar a nossa mente para fazer o que Ele coloca à nossa frente e, ao encontrarmos resistência, devemos construir a nossa força n’Ele. A razão de os mandamentos do Senhor não serem difíceis para nós é porque Ele nos dá o seu Espírito para trabalhar em nós e nos ajudar em tudo o que nos tem pedido, afinal, Ele é o nosso Ajudador (João 14:16). É o Espírito Santo que irá nos capacitar a fazer o que não podemos fazer e, assim, faremos com facilidade aquilo que era difícil sem Ele. Deus jamais permite que nos sobrevenha mais do que podemos suportar. Algumas vezes Ele nos conduz pelo caminho difícil ao invés do fácil para poder fazer um trabalho dentro de nós. Às vezes passamos pelo deserto porque ainda não estamos prontos para possuir a terra prometida (Gálatas 6:9).

A paciência não é a habilidade de esperar, mas a habilidade de manter uma boa atitude enquanto se espera. Devemos aprender a usufruir o tempo de espera e não apenas o tempo de receber. Precisamos aprender a aproveitar onde estamos enquanto esperamos. O poder para perseverar vem da paciência e a paciência é revelada através das provações (Tiago 5:7, 1:2-4). Quanto mais resistirmos, mais longo será o nosso processo, por isso devemos aprender a responder pacientemente a todos os tipos de provações para vivermos uma qualidade de vida que não é apenas suportada, mas desfrutada em sua plenitude.

O homem orgulhoso corre na força da sua própria carne e tenta fazer as coisas acontecerem no seu tempo. O orgulho diz “estou pronto agora!” ou “por favor, não me faça esperar por nada, mereço tudo imediatamente. E a humildade diz “Deus sabe melhor e Ele não se atrasará”. Quando formos tentados a nos frustrar e a sermos impacientes, devemos colocar a vontade de Deus em primeiro lugar e esperar pacientemente de acordo com o Seu tempo, não estando à frente e nem atrás Dele. Uma das razões de nossos problemas nos derrotarem é porque pensamos que eles são maiores do que Deus. “Agora não me é tão difícil encarar a verdade sobre mim mesma quando Deus está tratando de mim, porque sei que Ele pode me mudar. E já vi o que Ele pode fazer e confio nEle. Tinha passado a maior parte da minha vida me escondendo de uma coisa ou de outra e tinha vivido na escuridão por um tempo tão longo que sair para a luz não foi fácil”.

O sucesso sempre procede ao sofrimento. Assim como Jesus passou 40 dias e 40 noites no deserto, devemos ter pensamentos de vitória e não de desistência. Devemos pensar sobre tudo o que Ele passou e como suportou o sofrimento em sua carne, pois isso nos ajudará a passar pelas dificuldades. Sofrerei pacientemente, em vez de deixar de agradar a Deus, porque se eu sofrer tendo a mente de Cristo nessa direção, não mais estarei vivendo para agradar a mim mesmo, fazendo tudo que é fácil e fugindo de tudo o que é difícil. Mas serei capaz de viver para o que Deus deseja e não pelos meus sentimentos e pensamentos carnais (1 Pedro 4:1,2). Há um sofrimento na carne que teremos de suportar para fazer a vontade de Deus, mas com a força que Ele nos dá, podemos enfrentar qualquer situação (Filipenses 4:12,13).

Não devemos olhar apenas para o quão longe temos de ir, mas para quão longe já chegamos (Filipenses 1:6). Não adianta confiarmos em Deus e na gente mesmo não, pois não podemos deixar que Ele faça tudo aquilo que nós temos de fazer, pois tem que haver uma cooperação com a ajuda de Deus. À medida que crescemos no conhecimento de quem somos em Cristo, mais aprendemos a confiar em Deus. Deus quer obediência e não sacrifício, pois o propósito da criação do homem é que ele reverencie e adore a Deus. Todo caráter divino deve estar enraizado na obediência, sendo este o fundamento de toda a felicidade. Ninguém pode ser verdadeiramente feliz sem ser obediente a Deus (Romanos 5:19).

Amém!

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