
Falar sobre Nicholas Sparks tem um significado muito especial para mim. Primeiro porque ele se tornou meu autor preferido após assistir ao clássico filme inspirado em seu tórrido romance Diário de Uma Paixão, de 2004, no qual se tornou seu primeiro best-seller. Após me sentir envolvida de uma forma tão profunda com a história, surgiu a vontade de querer saber mais sobre o autor e conhecer suas obras. Nicholas possui 20 livros lançados e 11 adaptações para os cinemas e, atualmente, estou na saga para conseguir ler todos eles. Sempre que embarco para mais uma fascinante leitura, me sinto levada de formas diferentes para dentro de cada história.
O Desejo é de 2021. A narrativa começa nos contando sobre a história de vida de Maggie Dawes, uma renomada fotógrafa que viajou o mundo a trabalho e que tem uma galeria em New York. Porém, apesar de obter sucesso em sua carreira, ela recebe um diagnóstico de uma triste doença e, em meio ao caos, ela começa a fazer videos na internet para contar sobre isso. Ao longo do tempo, ela descobre que tem apenas mais alguns poucos meses de vida e que perderia sua batalha para o câncer. Automaticamente, eu fiquei me perguntando se esse seria mesmo o seu fim ou se eu ainda poderia torcer para que tudo ficasse bem e desse certo para ela.
Em meio a um turbilhão se sentimentos e pensamentos, Maggie acaba conhecendo Mark e o contrata para trabalhar em sua galeria. Ele fica sabendo de seu diagnóstico e, por ironia do destino, eles acabam se tornando muito próximos e ele se torna o único companheiro de Maggie em seus últimos momentos de vida. Mark era um garoto novo de apenas 20 e poucos anos, porém com uma maturidade e sensibilidade admiráveis. Notando isso, Maggie decide abrir seu coração e começa a lhe contar sobre sua história de vida. A partir daí, tudo começa a ficar mais interessante ainda quando ela começa a narrar uma fase de sua adolescência, mais especificamente de quando tinha 16 anos e viveu uma gravidez indesejada.
Além de na época se sentir uma intrusa na família e mal compreendida pelos próprios pais e irmã, ela é mandada para outra cidade para morar com uma tia distante para que ninguém soubesse do ocorrido. De início, a decisão de doar o bebê já estava tomada e era só uma questão de tempo para que tudo aquilo acabasse. Porém, mesmo se sentindo deslocada e obrigada a enfrentar tantas situações novas em sua vida, tia Linda demonstrou ser uma pessoa maravilhosa e, diferente de seus pais que sempre pareciam menosprezá-la e compará-la com sua irmã , ela foi a única pessoa da família que cuidou, apoiou e amou Maggie da maneira certa. Com a tia, ela sentia que podia ser ela mesma e, em pouco tempo, elas se tornaram como mãe e filha. Achei uma relação muito bonita, pura e envolvente.
Durante sua estadia na casa de tia Linda, Maggie acaba conhecendo Bryce Trickett, um garoto da cidade que logo se tornou encantador por ser doce e prestativo. Logo eles se tornam amigos e, apesar da relutância no início por não querer pensar em garotos tão cedo, ela surpreendentemente começa a se apaixonar por ele. Ele era diferente de todos e, em pouco tempo, os dois começam a viver uma história de amor apaixonante e que a cada página nos prende mais e mais. Porém, com a inevitável partida de Maggie, eles decidem se encontrar no futuro por acharem que ainda não estavam prontos para ficarem juntos. A distância e todos os empecilhos de se viver um amor naquela idade foram determinantes para os afastarem, o que me fez torcer para que eles se encontrassem logo.
Particularmente, eu gostei muito de Maggie. Ela sempre foi uma figura incompreendida pela família, porém aprendeu a ser amada pela tia e seguiu seu sonho de ser fotógrafa influenciada por Bryce. Eu a admirei não só pela sua luta contra o câncer, mas por enfrentar o novo da vida desde muito nova, seguindo seus desejos e intuições. Sua determinação e força sempre a levaram a tomar atitudes bravas e corajosas ao longo de sua história que nem eu mesma sei se teria. Também acabei me apaixonando pela doçura de Bryce, sua maturidade e o seu jeito de viver e enxergar a vida, assim como Mark e sua empatia e companheirismo.
O modo como as histórias vão se encaixando ao longo das páginas nos prende e nos surpreende de uma forma emocionante e apaixonante. O livro termina dizendo que o amor é sempre mais forte do que o medo e nos faz refletir sobre como e com quem estamos vivendo e repartindo os momentos. Também nos faz pensar que certas chances na vida não voltam mais e que talvez elas podem ser nossas únicas oportunidades. Como sempre, derramei muitas lágrimas e, ao terminar de ler, senti como se algo tivesse sido tirado de mim e fiquei com o livro entre meus braços suspirando.
Sem dúvidas este já se tornou um dos meus livros preferidos.