Livros, Romance

Primavera dos Sonhos – Nicholas Sparks

Falar sobre Nicholas Sparks tem um significado muito especial para mim. Primeiro porque ele se tornou meu autor preferido após assistir ao clássico filme inspirado em seu tórrido romance Diário de Uma Paixão, de 2004, no qual se tornou seu primeiro best-seller. Após me sentir envolvida de uma forma tão profunda com a história, surgiu a vontade de querer saber mais sobre o autor e conhecer suas obras. Nicholas possui 20 livros lançados e 11 adaptações para os cinemas e, atualmente, estou na saga para conseguir ler todos eles. Sempre que embarco para mais uma fascinante leitura, me sinto levada de formas diferentes para dentro de cada história.

Primavera dos Sonhos é de 2022. Por se tratar de uma história jovem e que se passa mais na atualidade, acredito que Nicholas tenha mudado um pouco a sua forma de escrever, talvez para tentar adaptá-la aos dias de hoje. Outro fator inovador para mim foi a narração em primeira pessoa do personagem. Esta é uma característica que faz eu me identificar mais com a história, tendo a sensação de que a pessoa está compartilhando sua vida diretamente com a gente, criando um vínculo com o leitor. Também pude notar que, mais uma vez, Nicholas fez duas histórias congruentes se entrelaçarem no final.

O livro começa com Colby Mills narrando sua história. Ele é um fazendeiro que trabalha na fazenda dos tios e, apesar da pouca idade, 25 anos, é viciado em trabalho e nunca pensou em lazer. Ele nos conta sobre situações familiares complexas e delicadas ao longo de sua vida, o que o tornou um cara responsável, centrado e maduro. Ele também é músico e, ao contar sobre suas tão adiadas férias na Flórida para tocar em um hotel, acaba conhecendo Morgan Lee, de 21 anos, que também está de férias com as amigas no mesmo hotel.

Assim como Colby, Morgan é talentosa e dedica sua vida à música. Apesar da pouca idade, sua personagem acaba nos surpreendendo ao longo das páginas com sua personalidade divertida, madura e sonhadora. Em apenas poucos dias, Colby acaba se apaixonando e isso começa a mexer com a sua cabeça, pois ultimamente apenas pensava em trabalho e a última coisa que esperava era se apaixonar por alguém. Colby também passa a perceber o bem que Morgan lhe faz cada vez que passam tempo juntos, pois a sua vontade de viver e a sua determinação o impressionam. Ela também o faz enxergar as coisas de outra forma e a entender um lado mais leve da vida ao perceber a importância dos pequenos momentos.

Com o fim das férias, cada um teria de voltar para a sua vida e, com isso, talvez tudo teria um fim. Morgan é mais sentimental e quer apostar todas as fichas no relacionamento à distância, porém Colby é mais racional e tem seus receios quanto a isso dar certo. Isso nos leva a pensar que a idade acaba não importando tanto quando se sabe o que quer. Também nos leva a pensar em viver a realidade nua e crua ou apenas seguir o nosso coração. Colby sabia que mesmo se tudo não funcionasse, ele aprendera com Morgan que cuidar melhor de si mesmo seria um grande compromisso dali para frente.

Em contrapartida, há outra narrativa contada por Beverly, uma história cheia de sofrimento e drama pessoal de uma mulher que foge com seu filho para longe do possível marido tóxico e abusador. Já perto do final do livro, as histórias começam a se entrelaçar, envolvendo suspense, questões sobre saúde mental e lições sobre o amor, o que acaba nos comovendo e nos prendendo mais ao longo das páginas. Quando você acha que pode prever o final, Nicholas sempre nos surpreende.

Adorei o livro e super indico a leitura!

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