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O que eu aprendi sobre a Dopamina

A dopamina é um neurotransmissor localizado no cérebro, sendo responsável pelas nossas emoções, aprendizado, humor e atenção. Ela é a motivação que nos faz ir e gerar o movimento. Ela atua junto com a noradrenalina, fazendo com que a atenção e a energia aumentem e com a serotonina, gerando o momento de prazer como resultado. Como o próprio nome diz, a dopamina motiva a ação, um hábito ou um comportamento. É a busca pela recompensa fora de nós, nos dando o senso de direção e a sensação de prazer. Ela é ativada quando sabemos o que queremos e quando determinamos os nossos objetivos.

O ambiente e a rotina são estimulantes dopaminérgicos, pois eles ajudam a organizar o sistema fisiológico e comportamental. O hábito é um comportamento automático gerado por um estímulo. Ele é formado por uma recompensa e motivada pela dopamina. A rotina se dá pelo o que priorizamos, por isso devemos criar mecanismos de mentalização para algo que nos motive. Quando há uma maior exposição a estímulos dopaminérgicos, a percepção de esforço diminui e tudo começa a se tornar difícil e custoso. Com a falta de submissão a situações difíceis, a reserva de esforço se torna mínima. Quando só há a busca pelo que é fácil e temporário, com o tempo a vida vai se tornando cada vez mais difícil e custosa, havendo uma maior probabilidade de frustração, nos deixando fracos e frágeis. Quando só há a busca pelo prazer sem esforço nenhum, a tendência é cada vez mais querer repetir aquele comportamento.

A neuroplasticidade é necessidade de se esforçar para mudar o nosso cérebro com base nas experiências de vida que tivemos. É a capacidade de se adequar e gerar mais esforço. Para se estabelecer ou mudar um comportamento é necessário foco, objetivo e motivação. O nosso comportamento tem uma variabilidade, pois ele é o resultado das consequências geradas daquilo que fazemos. Acaba se tornando mais previsível saber o momento em que temos mais atenção, mais distração, mais cansaço ou mais fome, por exemplo. Por isso é importante estipular os mesmos horários para se construir hábitos saudáveis. Horário para acordar, fazer as refeições e dormir. Depois de estabelecido certos horários, consegue-se os hábitos mais sofisticados, como os de ler, estudar e fazer exercícios físicos.

O medo de errar ou de agir também ajusta o nosso comportamento para depois conseguirmos acertar e melhorar nossa eficiência. A nossa submissão a fazer coisas mesmo com medo nos faz sair da zona de conforto e isso faz com que possamos dominar o que estava nos inibindo de fazer algo. Nesse caso, a dopamina gerou a motivação de ter o benefício de passar pelo esforço (virada de chave). Quando há a busca pelo sofrimento, consequentemente há uma busca pelo prazer a longo prazo, fazendo com que o nosso esforço aumente. Se torna necessário se mover pelo difícil. Deve haver a consciência da evolução, nos trazendo benefícios bioquímicos, tais eles como melhora da atenção, do sono e do emocional. Assim, a dopamina sobe e a noradrenalina baixa para tal comportamento se sustentar e não haver desistência. É importante sustentar o esforço, modular o ambiente e controlar aquilo que satisfazemos ao longo do nosso dia.

Quando há uma diminuição da dopamina no cérebro surge a incapacidade de sustentar a atenção, havendo desmotivação, falta de foco e procrastinação. Já o excesso pode causar a perda da capacidade de sentir prazer. Por isso é importante haver um balanço, estimulando o aumento de prazeres a longo prazo e diminuindo a necessidade de prazeres momentâneos e rápidos, pois o sistema nervoso começa a desenvolver uma certa adaptação a determinados estímulos.

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