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Não Leve a Vida tão a Sério – Hugh Prather

Hugh Prather era um escritor, ministro e conselheiro. Autor de 15 livros de ensinamentos sobre espiritualidade e autoajuda Os ensinamentos deste best-seller implicam em examinar e limpar a mente, facilitando a concentração e o que nos impede de obter paz mental e a tranquilidade. Uma mente tranquila vê o que está aqui. Uma mente ocupada vê o que não está aqui. Quando não conseguimos nos desvencilhar dos pensamentos negativos, eles diminuem nossas chances de ser feliz.

Faça com que seu estado mental seja mais importante do que o que você estiver fazendo.

Nós temos duas mentes, a íntegra e tranquila e a outra, fragmentada e ocupada. Para haver um desprendimento é necessário fazer o desbloqueio da mente através do exame dos nossos sentimentos e pensamentos. Ter clareza do que se quer ajuda a superar o bloqueio da mente. Devemos reagir a partir da mente íntegra e não da mente em conflito e controlar nossas emoções destrutivas e os nossos impulsos.

Quando se está em guerra com as circunstâncias e pensamentos, o melhor a fazer é abandonar o campo de batalha. Sempre que desejamos que as pessoas mudem ou que as circunstâncias nos sejam favoráveis, estamos nos eximindo da responsabilidade por nosso estado mental. Somos nós que deixamos as pessoas e as situações serem quem são e o que são. Basta um pequeno progresso a cada dia, afinal, é o rumo que importa. Esse é um objetivo mais estimulante e mais produtivo do que tentar a realização total e plena. Com um exame rápido e honesto dos nossos sentimentos é possível sair dessa prisão emocional que nos faz pensar que não dá para ficar com a mente livre de conflitos e preocupações.

Os problemas nos atingem na medida da nossa preocupação. A chave para se alcançar a fluidez, o repouso e a liberdade interior não é a eliminação de todas as dificuldades externas, mas sim, o desapego ao padrão de reação a essas dificuldades.

Devemos nos livrar do lixo mental. A preocupação não nos faz sentir mais confortáveis e nem favorece melhores decisões. Ela fragmenta a mente, tira a concentração, distorce a perspectiva e destrói o bem-estar interior. Assim que uma preocupação se esgota, outra assume seu lugar. Por isso, aprender a deixar para trás os problemas é fundamental para a felicidade e paz de espírito. Os medos se auto alimentam. Você cria a sua própria realidade. Estamos mais alertas e armados quando estamos ansiosos. Quando a mente está preocupada, ela se torna lenta, dispersa e desprotegida. Já a mente tranquila é capaz de uma consciência ampla e firme porque está menos distraída e, por isso, impede um perigo iminente.

Se o objetivo é descobrir que estado mental é mais intuitivo, a preocupação deve ser eliminada logo de início, por ser inconsistente.

Os medos não são intuitivos, já o estado mental sim. Geralmente são as coisas que não nos preocupamos que acontecem. Quanto mais preocupado você é, menor as chances de as coisas se tornarem realidade. A preocupação não funciona. Ela nada mais é do que uma falsa compreensão de dever cumprido. Por meio da concentração e força de vontade é possível lutar contra o que nos preocupamos. Devemos desviar a atenção do que não se pode controlar. Ajustar o foco ao que se pode controlar unifica a mente e dissipa o receio, pois a mente fragmentada produz o medo e outras emoções desintegradoras. Estabelecer um objetivo mental torna algo mais importante do que as circunstâncias do momento ou futuras.

Quando negamos uma emoção destrutiva corremos o risco de nos esconder, pois o pensamento por trás do sentimento continua existindo e, por isso, devemos tratar a causa dele. Devemos desvendar o pensamento ruim e substitui-lo por algo melhor. Desvirtuar os pensamentos destrutivos evita o quanto eles nos afetam. Com isso há mudança de convicções. Se quisermos encerrar o círculo vicioso de usar nossas mentes para nos torturarmos é fundamental desvendarmos o pensamento que está por trás de nossa primeira onda de emoção. Os pensamentos destrutivos só nos afetam quando os levamos a sério. O pensamento em si não é o problema. O problema é concentrar a mente em torno do pensamento. Mesma cena + pensamento diferente = emoção diferente.

Para haver uma libertação do pensamento “chiclete”, deve haver a tomada de consciência dos pensamentos desencadeadores. Identificar se devem ser alimentados impede que eles se desenvolvam e que haja tomada de decisões conflitantes. Por consequência, há redução do medo, conscientização de decisão e uma reação melhorada. Um exercício: anotar qualquer medo que se passe pela cabeça do momento que acorda até dormir. Planeje a resposta para a próxima vez que sua mente pensar nisso. Depois, anotar os acontecimentos que terminaram sendo o oposto daquilo que você receava acontecer. Não tomar nenhuma decisão enquanto faz isso.

Deixar que sentimentos pesados contaminem o seu estado de espírito pode ser a diferença entre arruinar ou não sua vida.

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